16 de ago de 2011

Quinto dia - A República foi proclamada - Rafael Sales




A República foi proclamada!

Saudações leitores.
Sou Rafael Sales e primeiro quero agradecer a Nathi pelo apoio, até mesmo quando não tinha editora para viabilizar a publicação do meu projeto literário, mas graças à força dela e de outros blogs, o Penumbra encontrou uma casa e em breve será lançado pela Giz Editorial e claro pelo convite e oportunidade em escrever para os seguidores desse blog.
Quando ela me “intimou” a escrever algo para o aniversário do blog, pensei em várias alternativas, diversos assuntos, mas nenhum chamou verdadeiramente minha atenção, até conhecer esse grupo de escritores e sua proposta para a profissionalização do autor brasileiro e suas idéias para propagar nossa literatura.
Segundo o James McSill, os brasileiros são mais criativos, verdadeiros autores, mas ainda falta o conhecimento necessário para que os mesmos se tornem de fato escritores e possam em um futuro não muito distante viver de suas obras.
Acredito que muitos dos frequentadores do blog são aspirantes a autores e/ou blogueiros, esse grupo irá trabalhar em conjunto justamente com essas duas “classes”. “Quando um livro nacional é bom, todos ganham, quando ele é ruim, todos perdem.” Afirmou Thiago Ururahy na palestra que apresentou o grupo aos presentes no V Simpósio de Literatura, o Fantasticon.
Quero apresentar para vocês a República democrática que começou a jornada para fincar a literatura nacional de diversos estilos e seguimentos no grande Mercado Editorial.



Nos dias 12, 13 e 14 de agosto, aconteceu em São Paulo à quinta edição do Fantasticon (www.fantasticon.com.br), um simpósio de literatura fantástica. O evento teve encontro com escritores para seção de autógrafos, entrevistas, oficinas literárias, lançamentos e muitas outras atrações, a cobertura completa do evento ficou a cargo da Revista Fantástica (www.revistafantastica.com.br).
Essa edição também marcou o lançamento oficial de um novo grupo de escritores que se uniram em um projeto que promete fazer muito pela literatura nacional, profissionalizar os autores, trazer consciência social e divulgar seus trabalhos.
“Quando juntamos autores profissionais ou em processo de profissionalização, passamos a unir as plataformas pelo bem comum. Algumas centenas de leitores passam a ser muitos milhares. Basta definirmos bem as práticas de divulgação.”, afirma Thiago Ururahy, um dos 6 fundadores da República dos Escritores.

Com o inicio de suas atividades em 12 de maio a República dos Escritores é composta por mais de 20 autores (sendo os 6 fundadores e, atualmente, 17 cidadãos republicanos). Criaram o chamado “Os 10 Mandamentos Republicanos”, uma cartilha que os autores seguem à risca para a preparação de suas obras, visando o mercado comercial brasileiro e estrangeiro. Ela foi criada a partir das aulas de coaching com James McSill, da Mcsill Ltd.( http://www.mcsill.net/new-index.php), consultoria literária sediada em Londres. “A premissa maior é entender o mercado literário como um negócio e não como uma fábrica de sonhos.” As palavras de Felipe Colbert já indicam a proposta profissional do projeto.

Segundo os fundadores, a República dos Escritores tem como principais ideais o fortalecimento da classe dos autores e divulgação de suas obras. A intenção é ser referência em qualidade literária, incentivando o desenvolvimento profissional do escritor e o estímulo à leitura, através de programas de benefícios para a orientação de novos autores e difusão da prática da leitura na sociedade carente.

Em uma conversa rápida, Thiago Ururahy esclareceu alguns pontos dessa fundação.

O que levou formar a República dos Escritores?
- Do próprio James. Ele deu uma ideia embrionária pensando em consolidar a plataforma de todos os autores dele, fortalecendo os autores e aumentando a penetração das obras no mercado. Então fomos atrás de estruturas que já existiam, como o Selo Brasileiro  (http://selobrasileiro.blogspot.com/), e a partir daí criamos um grupo com a nossa cara, nossas ideias.

Como pretendem propagar a leitura em comunidades carentes?
- Através dos nossos Programas de Governo (uma alusão bem humorada sobre os programas reais do Governo brasileiro). Para isso contaremos com a participação de blogs, que indicarão bibliotecas, escolas, creches, asilos, etc. para receberem a chamada “Arca de Livros”. Queremos fazer essa distribuição bimestralmente, enviando os livros de todos os republicanos (fundadores e cidadãos)

Quais são os planos primários para os novos autores. O que farão de diferente na profissionalização dos mesmos?
- Um dos nossos programas que mais nos empolga é o “Tutor Republicano”. A intenção é passar parte dos conhecimentos que os fundadores absorvem após mais de um ano de tutoriais e imersões literárias com o James McSill. Serão sessões de uma hora com tema específico, só o autor e o republicano, para melhor aproveitamento. Ao final do programa todos os autores farão parte de uma antologia organizada pelo selo República dos Escritores.

Como um autor iniciante pode se tornar um republicano e a partir de quando?
- Por convite e aprovação dos fundadores. Hoje, além dos 6, temos cerca de 17 autores que chamamos de cidadãos. Nesse primeiro momento nós convidamos apenas autores que já trabalharam com o James de alguma forma, para facilitar o trabalho nesse início do projeto, Não duvido que esse número chegue perto de dobrar em um ano, caso os autores tenham interesse e aceitem o funcionamento interno do grupo.

Isso terá algum custo para o interessado, sendo que parece um curso de criação literária?
- Não, nenhum. O único “custo” (que eu prefiro chamar de investimento) é em livros que o autor lançar, para participar dos booktours e divulgação para a imprensa. Isso para um cidadão que já faça parte do grupo. Para os autores que queiram participar do Tutor Republicano não há custo algum, a nossa intenção é difundir o conhecimento.

Os escritores fundadores da República são:

Chico Anes:
Formado em Engenharia Eletrônica e Pós- graduado em Marketing. Pesquisador entusiasta e experimentados da Alquimia e Xamanismo. Escreveu o livro “Pirapato, o menino sem alma”. Terminou “O Veneno de Eva”, segundo romance que tem como tema os sonhos lúdicos e a tecnologia. Escreve o terceiro livro com o título provisório de “ A Teoria Poleax”. Oito contos publicados em antologias de ficção fantástica.
Twitter: @chicoanes


Felipe Colbert:
Publicou seu primeiro livro “A Entrevista Ininterrupta” em 2008 pela editora Novo Século. Seu livro foi um dos destaques da Vitrine do Faustão, do programa Domingão do Faustão, em 05 de outubro de 2008. Terminou de produzir o segundo thriller, “Ponto Cego”, ainda inédito de publicação no Brasil e com lançamento confirmado em Portugal.


Fernando Heinrich:
Técnico em Informática e Biólogo, hoje é consultor comercial de serviços e logísticas. Aos 16 anos deu início à criação do seu primeiro livro no Universo Fantástico, atualmente “adormecido”, mas concluído. Publicou em três antologias do gênero fantástico.
Twitter: @RF_Heinrich




Leandro Schulai:
Formado em Processamento de Dados, é analista de faturamento. Em uma redação de para a escola se destacou criando um conto que satirizava os colegas de classe e sua vocação foi despertada. Seu primeiro livro, “O Vale dos Anjos – O Torneio dos Céus parte 1” publicado em 2010 pela editora Novo Século sob o selo Novos Talentos da Literatura Brasileira tendo sua primeira tiragem esgotada em 6 meses. É um dos membros da Revista Fantástica e repórter de seu canal de vídeos “Na Mira dos Livros”
Twitter: @schulai

Ricardo Ragazzo:
Bacharel em Direito hoje atua como administrador de empresas. Aos 20 anos mudou-se para São Francisco, Califórnia, onde estudou inglês e trabalhou por quase um ano, teve contato com o jogo de RPG (Role-Playing Games). Ao voltar ao Brasil, aprofundou-se no assunto criando histórias para serem jogadas sempre pelo mesmo grupo de amigos. Em 2008 criou um blog e, menos de um ano depois, já auto-publicava um livro de contos a.C/d.C (antes destes Contos - depois desses Contos) pela Editora Baraúna. Escreveu seu primeiro thriller de suspense "72 Horas para Morrer" publicado pela Editora Novo Século e com publicação confirmada em Portugal.


Thiago Ururahy:
Formado em Economia, trabalhou no mercado financeiro por 8 anos, até resolver levar adiante sua real vocação: contar histórias. A formação acadêmica e a fascinação por esportes – principalmente baseball e futebol americano talvez sejam as experiências mais marcantes em seus textos, cujo principal objetivo é, além de entreter e dar ao leitor uma opção à velha programação televisiva, basear a sua escrita em pilares da sociedade e do comportamento humano, seja analisando as paixões ou expondo as veias abertas dos grandes erros do passado.
Twitter: @T_Ururahy



Saiba mais sobre a República dos Escritores:


P.S.: Obrigada Rafael!!! Adorei seu post. Sabia da República dos Escritores, mas não tinha noção do que era, nem para que servia. Vou passar a prestar mais atenção. 
É um ótimo projeto para incentivar a leitura, e divulgar a literatura nacional. ;D


4 comentários:

  1. Oiee, vim visitar e conhecer seu blog, gostei daqui, virei visitar mais vezes, muito legal o seu cantinho, parabéns!

    http://balaiodelivros.blogspot.com/

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  2. Adorei a República dos Escritores!
    Seus fundadores estão mais do que aptos a administrá-la!
    Agora, para mim, uma das melhores parte foi saber que eles pretendem propagar a leitura em comunidades carentes. Isso é muito importante!

    Ótimo post

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  3. E que República, não! Com certeza terá muito proveito e dará muito certo!

    Adorei os mandamentos republicanos!
    Todos os posts mandando muito bem
    Parabéns Rafael Sales!
    E também a você, Nathi =)

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  4. UM projeto interessantíssimo! Sucesso!

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