25 de fev de 2013

Resenha - Samantha Sweet, Executiva do Lar

Samantha Sweet, Executiva do Lar

Sophie Kinsella


Editora: Record
Ano de Publicação: 2005
ISBN: 9788501076748
N° de páginas: 510
Tradutor: Alves Calado
Comprar: Terra do Saber

Sinopse:
Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira. 
Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata a doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem idéia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! 
O caos se instala quando Samantha luta com a máquina de lavar... a tábua de passar roupa... e tenta fazer cordon bleu para o jantar... Mas talvez não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo se isso acontecer, será que ela vai querer de volta? 
A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar..

Sabe quando você ainda não leu um autor/livro e se sente excluído da sociedade por isso? Me sentia exatamente assim antes de ler Samantha Sweet. Qualquer blogueiro - principalmente as blogueiras - já leram algum livro da Sophie Kinsella ou já assistiram o filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - eu já assisti e é super engraçado. Então, assim que terminei de ler esse livro, já sabia o motivo de toda a sua popularidade no meio literário.

Claro, por ser um chick-lit existe toda aquela história de ser um livro previsível. E como já poderia se esperar, esse não foge à regra: já sabia todo o final quando cheguei na página 150 mais ou menos. Além disso, não é o tipo de livro que os homens gostariam. É muito gracinha, e eles provavelmente achariam meloso demais. Então, se você for um homem, leia por sua conta e risco, ok?

Se levarmos em consideração apenas o desenvolvimento da trama em si, Samantha Sweet seria um livro 5 estrelas com honra ao mérito. A autora consegue prender o leitor entre todas as trapalhadas e mentiras das protagonista, nos fazendo dar boas gargalhadas com as pérolas da ex-advogada.

"- Acho que você usava um modelo diferente - acrescenta com sabedoria enquanto ela se trava de novo. - Cada uma tem seus truquezinhos.
- Sem dúvida! - digo agarrando-me com alívio a essa desculpa. - Claro! Estou muito mais acostumada a trabalhar com uma... uma... Nimbus 2000.
Trish me olha, surpresa.
- Essa não é a vassoura do Harry Potter?"
Página 179.

A personagem principal, Samantha, nada mais é do que uma workaholic em negação. Ela trabalha demais, ou melhor vive em função do emprego. Sempre tem pilhas de contratos para analisar, documentos para concluir de última hora, e como se já não bastasse, tem a mesa mais desorganizada de toda a empresa. Desse de que tem 13 anos, não pensa em mais nada que não seja em como será bem sucedida quando for promovida à sócia da Carter Spink. Essa é a meta de vida dela.

Porém, tudo muda no mesmo dia que deveria ser o melhor de sua vida. Enquanto espera pelo anúncio de sua promoção, resolve organizar sua mesa, e eis que encontra um documento que está um "pouquinho" atrasado - leia-se duas semanas. Traduzindo: a empresa contratante e Samantha foram para o brejo - por falta de expressão melhor. Lá se foi a tão desejada promoção... Lá se foram 9 anos dedicado à Carter Spink.

Em um surto psicótico, ela sai caminhando pela rua - não sei como não morre atropelada - e por alguma obra do destino, acaba chegando à casa dos Geigers, que por algum motivo desconhecido, resolvem receber uma completa estranha, que está claramente caindo de bêbada e contratá-la como emprega, sem nem mesmo darem uma olhada em seu currículo. Deveras genioso da parte deles, não?

E de um dia para o outro, a ex-futura-sócia de uma das maiores empresas de advocacia de Londres se vê obrigada a lavar, passar, limpar e cozinhar. Não seria problema, certo? Se você levar em consideração que ela não sabe nem fazer um miojo, - até eu sei fazer um miojo - então a resposta é sim, é um grande problema.

A partir desse momento, Samantha, tem toda uma vida nova pela frente. Ela pode escolher: volta para Londres, dá uma de adulta e encara seus erros de frente, ou se esconde na casa de desconhecidos sem um único par de meias... Adivinha qual opção ela escolhe? É, pois é! Bem sensato da parte dela também. 

Anyway, se claro, você desconsiderar as atitudes infantis e nem um pouco inteligentes de alguém que é formada em Cambrigde e que tem um QI de 158, a história pode ser um excelente passatempo. Exatamente por ser um chick-lit, não é algo profundo que te faz pensar sobre o seu lugar no universo nem nada, mas é bem engraçado e fofinho - livro de mulherzinha mesmo.

Os personagens são bem elaborados, por mais nonsense que sejam. Cada um ao seu modo, nos conquista. Claro, eu não quero uma patroa como a Trish Geiger, mas ela tão ingênua que chega a ser engraçada. E o Nathaniel - ou Nath e por isso esse livro entra no Desafio Realmente Desafiante, no item 17, mas caso não valha, tenho outra resenha em mente - é o jardineiro mais gracinha que existe. ♥

Como eu disse pelo menos umas duas vezes anteriormente, Samantha Sweet, Executiva do Lar tem sim o final previsível. Dá para saber tudo que acontece a partir da parte em que ela sai de Londres. O que está por trás de tudo, você fica sabendo realmente só quase no final. Mas mesmo não precisando ser nenhuma Mãe Diná para saber o desfecho, é válida a leitura se você gostar desse tipo de livro. 

e meio.


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