18 de fev de 2013

Resenha - Dezesseis Luas

Dezesseis Luas

Margareth Stohl e Kami Garcia

Editora: Galera Record
Ano de Publicação: 2011
ISBN: 9788501086914
N° de páginas: 448
Tradutor: Regiane Winarski
Comprar: Saraiva/Travessa

Sinopse:
Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. "Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim..."
Quando Dezesseis Luas foi lançado, há quase 2 anos, foi uma empolgação geral. Todos queriam ler, e eu me incluo nessa conta. Finalmente consegui comprá-lo, ano passado, mas tinha algumas prioridades e Dezesseis Luas acabou ficando de lado.

Com essa semana de carnaval - fiquei mais de uma semana sem aula - tive tempo para ler alguns livros que já estavam na "estante" há algum tempo e finalmente decidi dar uma chance para esse livro. Ao chegar na última página, já tinha em mente a palavra para defini-lo: Diferente.

A "mitologia" criada pelas duas autoras é algo pouco explorado. Bruxos, anjos e vampiros são encontrados a todo momento nos lançamentos. Em um primeiro momento é possível pensar que, Dezesseis Luas, seja apenas mais um na interminável lista, mas para minha surpresa não é. As autoras souberam escolher bem o tema central: conjuradores.

Tudo começa com a chegada da misteriosa Lena. A cidade de Gatlin não aceita muito bem qualquer tipo novo habitante, e para completar, a garota é sobrinha do homem mais recluso de toda a cidade: Macon Ravenwood. Só isso basta para que Lena seja chamada de esquisita.

"Lá estava ela. Lena Duchannes. A garota nova, que ainda seria chamada assim cinquenta anos mais tarde (isso se não fosse chamada de sobrinha do Velho Ravenwood), entregando uma folha cor-de-rosa de transferência para a Sr. English [...]."
Página 36.
Antes mesmo de vê-la, Ethan já tinha ouvido as coisas mais diversas sobre Lena; desde elogios a sua beleza até críticas sobre seu tio. Ele estava bastante ansioso para finalmente conhecê-la, o que aconteceu na aula de inglês. O que ambos não sabiam é que não seria uma aula normal. Aparentemente por motivo algum, uma janela se quebrou na sala. Só aparentemente.

A partir desse momento, Ethan e Lena se aproximam de uma forma surpreendente - e bem fofa também. Cada um deles tem suas particularidades, mas ambos se dão muito bem. A única coisa que abala o relacionamento dos personagens principais é também o tema central do livro: Quando Lena completar 16 anos uma espécie de maldição - que é melhor explicada ao longo do livro - cairá sobre ela, e Lena será escolhida para as Trevas ou para a Luz.

"Dezesseis luas, dezesseis anos
Dezesseis dos seus mais profundos medos
Dezesseis vezes você sonhou com minhas lágrimas
Caindo, caindo ao longo dos anos..."

Página 13.
Posso dizer que gostei bastante do livro. Margareth e Kami souberam equilibrar a escrita em conjunto e é imperceptível quem escreveu o quê, fazendo a narrativa ser fluída e agradável. A única coisa que me impede de dar nota máxima para Dezesseis Luas é o final. Ele foi bem escolhido, mas é bastante turbulento e senti que faltou algo ali ou talvez, um dos acontecimentos seja desnecessário.

Os personagens são cativantes, desde Ethan o personagens principal que também é narrador, passando por Macon Ravenwood, que sem sombra de dúvida é o meu personagem favorito do livro chegando a Boo Radley o cachorro/lobo de Macon que persegue Lena por toda a cidade. Até mesmo a casa de Macon é simplesmente cativante - basta ler para descobrir do que estou falando. Além disso existem, como sempre, os personagens que não gostamos, como por exemplo, as senhoras da FRA - Filhas da Revolução Americana. Elas são muito preconceituosas e o resto das pessoas apenas as acompanha.

"- Pensei que podíamos conversar com ele.
Atrás de nós, ouvi alguém limpando a garganta. Olhei e vi o cachorro de Macon Ravenwood, e atrás dele, o próprio Macon Ravenwood. Tentei não parecer surpreso, mas tenho certeza de que me entreguei quando quase dei um pulo.
-Bem, isso é algo que não ouço com frequência. E odeio desapontar, pois não sou nada além de um cavalheiro sulista. - Ele falava com um sotaque sulista controlado, mas com perfeita pronúncia. - É um prazer finalmente conhecê-lo, Sr. Wate."
Página 110.
Para quem gosta de mistério e romance, com uma pitada de vudu e conjuros, Dezesseis Luas é um prato cheio.




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