23 de abr de 2013

Resenha - Delírio

Delírio

Lauren Oliver

Editora: Intrínseca
Ano de Publicação: 2012
ISBN: 9788580571646
N° de páginas: 342
Comprar: Extra/Siciliano
Nota: ♥♥♥♥♥ (5/5)
Desafio: Desafio Realmente Desafiante 2013 - Item 10: Ler um livro que tenha entre 300 e 350 páginas.

Sinopse:
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?
Como eu não sou nem um pouco viciada em distopias, cá estou eu novamente resenhando mais um livro que trata de um mundo completamente novo.

Nessa nova realidade o amor - amor deliria nervosa mais especificamente - é uma doença, que pode ser tratada com um pequeno corte no cérebro, porém essa cirurgia pode causar danos se feita antes dos 18 anos de idade. Somente em casos extremos, a cirurgia é adiantada.

Independentemente se o jovem deseja ou não a intervenção é feita. Mas esse não é o caso de Lena. Ela conta os dias, os segundos, para o dia em que estará livre da doença que matou sua mãe e a obrigou a viver com a tia Carol, seu tio William e as primas Jenny e Grace, a muda. Lena mal pode esperar para se ver livre do medo constante de ser infectada pelo amor deliria nervosa.

"Seres humanos em seu estado natural, são imprevisíveis,
instáveis e infelizes. Somente quando seus instintos animais
são controlados eles podem ser responsáveis, confiáveis e 
satisfeitos.
Shhh, p. 31."
Página 173.
O mundo perfeito, isolado da doença, onde Lena mora é Portland. A cidade com praia e cercada de verde poderia ser o paraíso, mas a sombra dos inválidos permeia a sociedade. O Governo não admite que eles existam, mas o mito está presente na vida de todos, como um alerta, o que a doença faria se não houvesse a cura. Fora das fronteiras de Portland está um mundo devastado pela doença, ou pelo menos é nisso que todos acreditam piamente. O questionamento é desconhecido da população, ou quase.

Como todos - ou pelo menos a grande maioria deles - os livros distópicos, temos a apresentação de um mundo perfeito, longe das pragas do mundo moderno, mas o sensação de que aquilo pode desabar é forte. Em um momento tudo é perfeito, em outro, não se sabe o que acontece.

A personagem principal, Lena, começa como a típica cidadã que idolatra o Governo, vive sem questionar e mal pode esperar para fazer parte da sociedade propriamente dita. Ela é inocente, não faz ideia do que realmente acontece nos bastidores, mas a medida que o livro se desenrola, ela amadurece, cresce, evolui, não de forma brusca, mas de forma gradual.

Esse tipo de organização social é bastante presente em livros do gênero, mas o que faz a sociedade ser perfeita, a cura do amor deliria nervosa, faz como que Delírio seja especial do seu próprio modo. A escrita da Lauren é singular, e a forma como ela aborda o tema é linda. <3

Claro, nem tudo são flores. Mas nesse caso, digo isso de forma positiva, a falta de flores pende para o lado do leitor que é surpreendido com o final dilacerante, praticamente sufocante e muito emocionante. Se você pretende ler Delírio, não faça como eu, compre Pandemônio e já deixo-o preparado, não há como não surtar com esse final! É impossível!


5 comentários:

  1. Consegui o livro pra ler, e aqui estou eu lendo ele animadamente. A história, a maneira como ela foi organizada, é incrível! Só estou tendo dificuldade em acelerar na leitura por causa da narrativa da autora. :/ Mas todo mundo que eu conheço e leu diz a mesma coisa que você, Nathi: Compre Pandemônio antes de terminar o livro. Me dá até medo! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Estou quase no final... quando acabar de ler te digo o que achei! XD

    Ótima resenha! *O*

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  2. Ganhei esse livro de aniversário mas ainda não li. Espero começar logo, mas tenho uma listinha consideravelmente grande antes dele! ):

    beijos
    Rafa-Eu + Livros
    blogeumaislivros.blogspot.com.br

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  3. NATHALIA, como eu não sabia desse seu desvio de personalidade em não ser viciada em distopias, minina? Precisamos conversar mais! Delírio é mt mt mt <33333333, um dos meus favoritos do estilo.
    Estou rindo de imaginar sua reação com o final de Pandemônio. Já falei, repito, e mais uma vez: final de Delírio parece até final de livro da Meg Cabot, completo e feliz. Não sei como não fui internada quando terminei o livro, perdi o sono por noites. BOA SORTE! hihihi *0*
    Beijinhos ♥

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  4. AMEI esse livro! Lauren Oliver escreve muito bem, j´li o volume 2 e aguardo ansiosa o último livro.
    Bjs
    http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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  5. Não conhecia esse livro, mas sua resenha atiçou minha vontade de lê-lo.

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