16 de out de 2012

Resenha - Charlotte Street

Charlotte Street
Danny Wallace
Editora Novo Conceito

Sinopse: Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...


----------------------------------------------------------

Jason Priestley é um cara normal. Escreve para um jornal normal, tem amigos normais, enfim, leva uma vida normal.
Até que um dia, em um ato de gentileza despretensiosa, a garota que foi ajudada, esquece sua câmera descartável 35 mm com ele.
O que você faria com algo tão pessoal de uma pessoa que você nem conhece? Guarda? Joga fora? Fica para você e ponto final? Ou resolve devolver, mas não sabe como?
Jason tem decisões a tomar, e no meio disso, precisa se livrar da culpa e dos ciúmes que ainda sente por sua ex-namorada, Sarah, que está noiva, prestes a se casar.
Descubra o que ele faz com isso tudo que acontece em sua vida lendo Charlotte Street.

----------------------------------------------------------

Depois de tanto tempo sem fazer uma resenha para vocês, cá estou eu de novo. \o/ E me encontro em uma situação bem delicada, afinal de contas, tenho alguns sentimentos conflitantes a respeito de Charlotte Street.
Ok, tenho que admitir, se passa em uma das cidades que mais amo, Londres, e isso acrescenta pontos a favor do livro - logicamente. Porém ainda não consegui me decidir: gostei de algumas coisas, mas me incomodei com outras.

Começando com os pontos positivos: O narrador, Jason Priestley é cativante. Ele conseguiu me transmitir o que sentia no momento da narrativa. Quando estava triste, eu realmente me sentia triste, e precisava constantemente me lembrar que só estava me sentido mal pelo personagem - isso depois de revirar minha mente em busca de algum problema que me afligia. Isso é uma coisa boa, se sentir no lugar do personagem, faz a história ser mais crível, como se realmente pudesse acontecer comigo ou com qualquer um.
Além disso, o livro é recheado de humor. Por várias vezes, estava lendo, às duas da manhã e dando gargalhadas enquanto meus pais dormiam.

Mas, algumas coisa realmente me incomodaram. O fato de algum livro fazer uma ou duas referências às ruas ou pontos turísticos que são conhecidos não é incômodo, mas Charlotte Street faz menção à alguns - leia-se muitos - lugares, ruas, bares, pubs e outras coisas totalmente desconhecidas, o que dificulta na compreensão de espaço do livro. Você não sabe se o personagem demorou horas ou minutos para chegar em determinado lugar.
Infelizmente, faltou uma revisão mais cuidadosa de alguns detalhes que podem passar despercebidos por leituras menos atentas, como por exemplo "[...]esperar ele.". Ok, posso parecer chata, mas não aconteceu apenas uma vez. Por vários momentos me deparei com esse tipo de coisa. É bem desconfortável.

Outra coisa que me incomodou um pouco foi o final. Não o que aconteceu, - afinal eu já esperava isso, o que tornou o livro um pouco previsível, também - mas sim, como aconteceu. O final é vago; não sei, tive a impressão que o autor só podia escrever um tanto de páginas pré-determinado, e como estava quase atingindo essa quantidade, cortou um pedaço do final e acrescentou uma espécie de notícia. Repito, não que não tenha gostado do que aconteceu, apenas me incomodei com o jeito que o autor apresentou o fato para o leitor.

Falando um pouquinho do nosso personagem principal, eu fiquei satisfeita com o rumo que sua vida tomou no final do livro. Jason Priestley, comete muitos erros, e com muitos eu quero dizer muiiitos mesmo, mas ele aprende, e consegue evoluir, ou como diria seu amigo Dev, subir de nível.
E por falar de Dev, eu realmente gostei desse personagem. Não sei ao certo o motivo, apenas gostei dele. É um personagem divertido.

"Às vezes, a vida não é mágica, você entende. Às vezes, a vida é comum. É uma passada em um chaveiro na hora corrida do almoço. É o estrondo luminoso e alto de um filamento rompido de uma lâmpada. É o seu vizinho vindo avisá-lo que você esqueceu as luzes do carro acesas.
Raramente é algo diferente. Talvez o olhar de uma garota na Charlotte Street, por exemplo. Quanto tempo para um olhar terminar? Por quanto tempo você pode se apoiar em um olhar?"
Página 324.

No geral, Charlotte Street é o tipo livro que você lê em um ou dois dias - apesar de que eu demorei dois meses, mas isso é outra história - apenas por diversão, despretensiosamente e acaba encontrando uma lição que pode se aplicar no seu dia-a-dia.

Nota:

0 comentários:

Postar um comentário